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Publicada em: 29/07/2010 | Fonte: Folha de Pernambuco | Adicionado por: Anderson Barretto

SAÚDE PÚBLICA

Pacientes “penam” por atendimento em hospitais

Segundo população, os plantões de várias unidades pararam

Pacientes que procuraram o Hospital Oscar Coutinho, no bairro dos Coelhos, tiveram que redobrar a paciência para receber atendimento médico. No início da tarde de ontem, mais de 20 pessoas aguardavam dentro da sala de emergência da unidade médica por uma consulta. Segundo informações dos pacientes, o plantão de ortopedia do hospital foi fechado durante três horas. A situação foi parecida no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro. Dezenas de pessoas aguardavam por consultas em frente ao setor de emergência do centro médico.

“Estamos aqui sem comer porque temos que esperar nos chamarem para fazer a ficha. A gente chega, procura atendimento e eles não dizem nada. Só Deus sabe quando vamos ser atendidos”, disse uma estudante, que acompanhava o sogro de 57 anos e preferiu não se identificar, no HGV. O metalúrgico José Bartolomeu Soares da Silva, de 61 anos, chegou com sua mãe Júlia Lopes, de 84 anos, para o hospital e esperou mais de cinco horas para receber atendimento. A idosa, caiu sobre a mão na manhã de ontem ao buscar água no reservatório da casa, no bairro do Cordeiro, teve a mão enfaixada mesmo sem receber consulta médica.

“Chegamos aqui era antes das 10h e já passou das 15h. O que fizeram foi só colocar faixas no braço dela. Nenhum médico veio consultá-la e nem solicitaram exames para checar se ela quebrou algum membro. Isso é um absurdo, eles têm que saber que estão tratando com pessoas”, reclamou.

Sentindo fortes dores no tórax, sem conseguir respirar e com febre, o pedreiro Adriano Gomes da Silva, de 36 anos, procurou atendimento no Hospital Oscar Coutinho. Ele agonizava na emergência do centro médico. “Sofri uma queda na segunda-feira, enquanto trabalhava numa obra. Procurei atendimento na UPA (Unidade de Prontoatendimento) da Caxangá, no (hospital) Otávio de Freitas e todos me encaminharam para cá porque é um hospital de referência. Mas que referência, se fecha o plantão de ortopedia e deixa os pacientes sentindo dor?”, questionou.

ESCLARECIMENTO

A assessoria de Imprensa do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), que administra o Hospital Oscar Coutinho, negou que o plantão de ortopedia da unidade médica foi fechado na manhã de ontem. Ainda de acordo com informações, dois especialistas estavam escalados para a jornada. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, por nota, que a emergência do Hospital Getúlio Vargas, ontem, funcionou com escala completa. Segundo o documento, três ortopedistas estavam de plantão na unidade médica e não foi verificada, durante o dia, demanda acima da usual.